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25/03/2010

Crown terá mais duas linhas de latas no país

Embalada pelo crescimento repentino da demanda de latas de alumínio na indústria de bebidas brasileira, a Crown Embalagens Metálicas da Amazônia está antecipando em um ano a decisão de investimento de US$ 90 milhões para duplicação da capacidade de duas fábricas que opera no país. Uma dessas unidades fica em Estância (SE) e foi inaugurada há um ano. A outra instalação está sendo erguida desde outubro em Ponta Grossa (PR) e está prevista para entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2011.

Cada uma das duas fábricas de latas, usadas para envasar cervejas, refrigerante e sucos, ganhará uma nova linha de produção de 1 bilhão de unidades ao ano. Ao todo, com esse investimento, as duas instalações terão capacidade total de 4 bilhões de latinhas a partir do segundo trimestre do próximo ano, informou ao Valor o presidente da Crown, Rinaldo Lopes.

Em menos de um ano, a empresa - uma joint venture entre o grupo Petropar S.A., do Sul, e a Crown Holdings, dos EUA - fará investimentos de US$ 160 milhões, considerando as duas novas linhas e os recursos definidos para a primeira fase da fábrica de Ponta Grossa, de US$ 70 milhões. Em Estância, foram aplicados outros US$ 50 milhões.

A Crown começou no Brasil com uma fábrica em Cabreúva, interior de São Paulo, em 1996. Essa unidade tem capacidade para fabricar 2,5 bilhões de latinhas por ano. Com os novos planos de expansão, a empresa praticamente dobra de tamanho ante a atual capacidade - 3,5 bilhões - de seu parque fabril, em Cabreúva e Estância.

"O investimento visa atender o crescimento acelerado da demanda brasileira, com entrada de novas pessoas no mercado de consumo, bem como atender a demanda dos clientes por novas especificações de embalagens", afirmou Lopes. O objetivo da Crown é também manter sua participação no mercado nacional de latas, em torno de 18% a 20%.

Em 2009, mesmo com a crise, conforme informado pela Abralatas, o consumo de latas pelas fabricantes de bebidas no país beirou 15 bilhões de unidades. Para este ano, a previsão é de crescimento de 8% a 10% e o setor terá de importar cerca de 1 bilhão de unidades para atender as necessidades dos clientes.

O executivo crê que com os investimentos da Crown e outros anunciados pelas concorrentes - a inglesa Rexam e LatapackBall -, o mercado brasileiro estará normalizado até o fim do próximo ano. A capacidade instalada da indústria de latas no país, no fim do ano passado, era de pouco mais de 16 bilhões de latas, já considerando a nova unidade da Crown (Estância) e a da LatapackBall, no Rio.
Em linha com o aumento de capacidade, a Crown irá também destinar US$ 8 milhões para ampliar sua fábrica de tampas metálicas em Manaus (AM). Vai praticamente dobrar, alcançando de 6 bilhões a 6,5 bilhões de unidades. No ano passado, a empresa teve faturamento de US$ 250 milhões.

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